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O que eu aprendi depois de um ano criando conteúdo para NTR

Cá estou eu sentada em frente ao computador às 11h da manhã, ainda de pijama, com cobertinha nas pernas e com meu roupão que é também meu uniforme – gostaria de poder dizer que é apenas meu uniforme da quarentena, mas é meu uniforme de vida mesmo – tentando decidir sobre o que falar nesse blog post. Tenho vários assuntos em mente.

Nossa vida com a Não Tenho Roupa tem girado em torno de produção de conteúdo (uma vez que nossos alugueis estão basicamente parados já que ninguém tem nenhum lugar para ir), portanto é basicamente nisso que pensamos ao longo do nosso dia.

Tenho um caderno onde vou anotando minhas ideias e frases aleatórias. Ontem estava pensando sobre assuntos que nossas seguidoras poderiam se identificar para tentar pensar em conteúdos legais com esses temas. Vou transcrever a lista que fiz fielmente para vocês entenderem aonde quero chegar (ou não):

~Começo da transcrição~

– Hot or not: acho alguma tendência legal ou horrenda
– Não aguento mais ouvir certas coisas: expressões da quarentena/homem falando bosta
– Saúde mental
– Se sentir inadequada/impostora
– Sempre achar que não está fazendo o suficiente
– Vontade de fazer mil coisas/vontade de não fazer nada
– Você precisa ser uma boa mulher/namorada, mandar bem no emprego, ser mentalmente equilibrada e fazer tudo isso antes do 35 porque kd seus filhos? Tá ficando velha
– Noias sexuais: por que um cara não precisa pensar 2x sobre a sua one night stand e a mulher precisa ficar noiando?

~Fim da transcrição~

Não precisa ser nenhum expert da área da saúde mental pra perceber que a minha cabeça não tá num lugar legal durante essa quarentena. O que faz total sentido dado o momento que estamos vivendo. E eu tenho certeza que não sou a única e é por isso que estou falando disso aqui.

Quando comecei a escrever essa lista achei que meus pensamentos seriam mais relacionados com moda e menos relacionados com crises existenciais e pressões da sociedade. Mas quando comecei a escrever não tive como fugir das coisas que eu mesma estava sentindo, não porque eu necessariamente estava passando por essas coisas, mas porque são reflexões que tenho feito ultimamente.

Como eu falei, estamos vivendo um momento pesado portanto faz sentido que meus pensamentos não sejam flores e borboletas. E também faz sentido que esteja sentindo tanto. De tudo.

Mas algo acontece dentro de você quando você começa a compartilhar suas ideias, pensamentos, noias e inseguranças com outras pessoas, seja através da internet ou da maneira que for. Ao mesmo tempo que você se sente totalmente exposto, fica difícil voltar para caixinha fechada e sem comunicação que você estava antes.

Talvez tenha um quê de egotrip nisso tudo, se sentir validado, sentir que pertence, mas também é muito sobre autoconhecimento.

Para se comunicar de uma forma autêntica você é obrigada a se conhecer, entender o que tá passando dentro da sua cabecinha, desvendar e tentar passar isso adiante de alguma forma que faça sentido para as outras pessoas.

E não falo apenas de temas profundos como saúde mental, machismo e etc, mas também temas que parecem bobos, como uma tendência que você ainda não sabe se gosta, uma série que você adora, um estilo de cabelo que você quer testar (e se tem uma coisa que descobri produzindo conteúdo para NTR durante esse tempo é que nenhum tema é tão bobo quanto parece).

Para criar conteúdo sobre seja qual for o tema, você precisa primeiro refletir sobre ele e ao refletir sobre esse tema você acaba se conhecendo um pouco mais (ou se perde ainda mais, mas faz parte).

Desde que nossa vida na NTR começou a girar quase que exclusivamente ao redor de conteúdo, temos mergulhado mais e mais nisso. Começamos nossa newsletter, que foi apenas a coisa mais maravilhosa que já fizemos (você pode se inscrever aqui).

Digo que foi a coisa mais maravilhosa que fizemos não porque criamos uma obra prima, mas porque tem sido incrível dar um mergulho muito doido dentro de nós mesmas a cada duas semanas para escrever algo tão pessoal, mas que ao mesmo tempo tanta gente se identifica.

Comecei a escrever esse texto sem ter a menor noção do que iria falar. No fim acho que o que eu quero dizer é crie conteúdo. De alguma maneira. De qualquer maneira. Que faça sentido para você. A gente precisa se comunicar, a gente precisa se entender e tentar se fazer entender, mesmo quando parece difícil.

Eu sei que nem todo mundo tá pronto para isso, porque nunca estamos verdadeiramente prontos para nada e isso que eu falei pode não tá fazendo qualquer sentido para você agora. Mas eu sei que quando você tiver um gostinho do que é isso que eu to falando, você não vai querer voltar para sua caixinha.

Gostou desse conteúdo?

Então com certeza vocês vai gostar da nossa Newslleter quinzenal!

Lá rola desabafos, conversas e um montão de indicações de coisas legais!

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Olá terráquea, trago notícias inéditas. Pela primeira vez na história deste blog um post será sucinto, resumido e objetivo. Vocês nos pediram (algumas vezes já

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